A falácia Non causa pro causa, também conhecida como Falsa Causa, é um tipo geral de falácias que envolvem causalidade. Esta falácia ocorre quando se assume como causa de um efeito algo que não é a verdadeira causa. Muito comum em toda espécie de julgamento, normalmente é um erro de raciocínio cometido inconscientemente, isto é, sem a intenção de enganar, novamente relacionado com a nossa tendência cognitiva de identificar padrões. O erro emerge quando duas variáveis (eventos) possuem alguma relação e daí conclui-se que um causou o outro. Continuar Lendo »
Petitio Principii, Petição de Princípio, Argumento Circular, Begging the Question são os diversos nomes pelos quais esta falácia é conhecida.
A falácia Petitio Principii é uma falácia informal, e é um tipo de argumento em que a conclusão a ser provada é utilizada como premissa no mesmo argumento. Normalmente esta falácia passa despercebida por quem a comete, e é muito comum em qualquer tipo de discussão onde o interlocutor não sabe exatamente como defender o seu ponto de vista, está confuso ou é ingênuo o suficiente para formar suas crenças dessa forma. Por ser uma falácia informal, o erro não está em qualquer aspecto formal do argumento, isto é, geralmente, a forma da inferência não é inválida, mas a verdade da conclusão não é devidamente sustentada pelas premissas e o argumento pode ser enganador. De forma resumida, a falácia petitio principii leva a uma conclusão que já foi dita nas premissas; Continuar Lendo »
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Uma falácia silogística é qualquer forma inválida do silogismo categórico. É um argumento cuja forma viola ao menos uma das seis regras do silogismo, mas para compreender a natureza destas falácias é preciso conhecer os modos e figuras do silogismo, assim como as regras citadas anteriormente, caso contrário será muito difícil identificar e explicar a falha ocorrida nos argumentos que lhes forem apresentados. Este tipo de falácia contém subfalácias muito conhecidas, como a Falácia dos Quatro Termos e Falácia do Médio não Distribuído, dentre outras. Se um silogismo categórico não quebra nenhuma das regras estabelecidas, então possui uma forma válida.
Falácias Silogísticas:
- Conclusão afirmativa de uma Premissa Negativa
- Premissas Exclusivas
- Falácia dos Quatro Termos
- Processo Ilícito
- Conclusão Negativa de Premissas Afirmativas
- Falácia do Médio não Distribuído
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A validade das 10 regras de inferência pode ser comprovada facilmente com o uso da tabela-verdade. Com o auxílio destas formas elementares de argumentos podemos construir estruturas argumentativas muito complexas.
Modus Ponens (MP)
P → Q
P
Q
Se o antecedente de um condicional for verdadeiro, o seu consequente necessariamente é verdadeiro. Por esta razão, esta regra também é chamada de afirmação do antecedente. A validade desta regra é comprovada simplesmente observando a tabela verdade das proposições condicionais. Violações desta regra resultam nas falácias afirmação do consequente e negação do antecedente, onde a conclusão não segue necessariamente das premissas. Continuar Lendo »
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O método da analogia lógica, apesar de muito útil, muitas vezes não é conveniente em discussões reais. No calor da discussão é possível que você não consiga pensar rapidamente em um raciocínio análogo que exponha a falha no raciocínio do seu oponente. Também podemos examinar a validade de um argumento através dos diagramas de Venn e por à prova o argumento que nos for apresentado, mas a intuição me diz que ninguém vai sentar em uma mesa e se por a desenhar círculos no meio de um debate. Deixo em aberto a questão sobre a existência de uma forma efetiva e automática de refutar um argumento falacioso.
No ambito simbólico da lógica, existe também a opção de testarmos a validade de um argumento através das tabelas-verdade, que é muito confiável, mas se torna inconveniente quando o número de variáveis (proposições) passa de 5. Com 5 proposições já seria preciso 32 duas linhas em nossa tabela verdade, e com que frequência em debates sérios encontramos argumentos com menos de 5 frases componentes? Então o método da tabela-verdade também não é aplicável em situações reais. Para compreender o que se segue é necessário possuir algum conhecimento de cálculo proposicional. Continuar Lendo »
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O método clássico de teste da validade de argumentos é o método conhecido como analogia lógica. Este método consiste em identificar a forma silogística do argumento que pretendemos analisar, isto é, seu modo e figura, e , se desejamos provar que é inválido, reformulá-lo com novos termos de maneira que suas premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Isto prova que um argumento é inválido pelo princípio geral de que é impossível que, em uma forma válida, um argumento tenha premissas verdadeiras e conclusão falsa. Em outras palavras, se pretendemos mostrar que o raciocínio de nosso interlocutor se trata de uma falácia, basta que pensemos em um argumento exatamente com a mesma forma e que contenha premissas verdadeiras e conclusão falsa. Para efeito de retórica, uma conclusão absurda é mais convincente.
Por exemplo, se o seu interlocutor diz
“Todos os senadores da oposição são a favor da reforma tributária
e algumas pessoas com ensino superior são a favor da reforma tributária,
logo algumas pessoas com ensino superior são senadores da oposição.”
ele apresentou um silogismo da forma AII-2, cuja conclusão, neste caso, parece ser razoável. Porém, sem tentar descobrir se a conclusão é verdadeira ou não, isto é, sem discutir se é verdade que existem pessoas com ensino superior que são senadores da oposição (a lógica não está interessada na análise do conteúdo das proposições, somente na forma da inferência) podemos dizer logo de cara que o argumento é inválido, pois a forma AII-2 não é válida do ponto de vista formal.
Para expor a falácia e mostrar como o raciocínio foi defeituoso, basta sermos capazes de pensar em um exemplo esdrúxulo, como:
“Todos os peixes são bons nadadores
e alguns bombeiros são bons nadadores,
logo alguns bombeiros são peixes.”
Este silogismo também é da forma AII-2 e possui premissas verdadeiras e uma conclusão falsa, senão absurda. Logo, esta foi uma prova da invalidade através da analogia lógica. Continuar Lendo »
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A tarefa de Kant agora é distinguir efetivamente os conhecimentos a priori dos conhecimentos a posteriori e dar mais substância à definição de conhecimento a priori de forma que a existência de tal conhecimento seja provada.
Na busca de um critério de distinção entre um conhecimento puro e um empírico, podemos observar que a experiência nos mostra que um objeto é desta ou daquela maneira, mas não nos diz que tal objeto não poderia ser de outra maneira. Esta afirmação de Kant está ligada à noção de necessidade e significa que nada nos impede que imaginemos que as coisas poderiam ser de outra forma, sendo o “imaginar” compreendido como operações do entendimento. Continuar Lendo »
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Kant inicia a sua Crítica da Razão Pura anunciando enfaticamente que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência. Isto é justificado pelo fato que não poderia haver outra maneira de adquirir um conhecimento senão pela excitação de nossos sentidos pelos objetos com os quais nos deparamos.
As representações subsequentes destes mesmos objetos serão comparadas, reunidas ou separadas por nossos processos cognitivos, que Kant chama de entendimento, e então a conversão do material bruto que afetou os nossos sentidos em conhecimento das coisas é denominada experiência. Podemos assumir então que nenhum conhecimento é anterior, no sentido temporal, à experiência; todo conhecimento começa por ela. Continuar Lendo »
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Quando dizemos que um argumento é válido ou inválido, a rigor, estamos nos referindo à forma que as premissas e conclusão do argumento estão dispostas. Mas como poderia, afinal, ser definida a Validade de um argumento? Em que circunstâncias um argumento é caracterizado como inválido? A validade depende da verdade ou falsidade das premissas? Antes que estas questões possam ser esclarecidas é preciso estabelecer a noção de Inferência e Implicação lógica.
Inferência
Kant define uma inferência como uma “dedução” de juízos a partir de outros. O termo “juízo”, utilizado por Kant, é equivalente a proposição ou frase enunciativa, mais comuns na linguagem atual. A explicação de Aristóteles, tradicionalmente aceita e livre de equívocos, afirma que o fato de uma inferência ser válida significa que, se as premissas são aceitas, a conclusão resulta necessariamente. Ao falar “necessariamente” esbarramos no conceito de Necessidade lógica, que é essencial para entender a teoria da inferência e silogismo. Neste sentido, uma conclusão necessária é vista como uma consequência inescapável, se as premissas forem tomadas como verdadeiras. Uma inferência válida, portanto, Continuar Lendo »
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