O método clássico de teste da validade de argumentos é o método conhecido como analogia lógica. Este método consiste em identificar a forma silogística do argumento que pretendemos analisar, isto é, seu modo e figura, e , se desejamos provar que é inválido, reformulá-lo com novos termos de maneira que suas premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Isto prova que um argumento é inválido pelo princípio geral de que é impossível que, em uma forma válida, um argumento tenha premissas verdadeiras e conclusão falsa. Em outras palavras, se pretendemos mostrar que o raciocínio de nosso interlocutor se trata de uma falácia, basta que pensemos em um argumento exatamente com a mesma forma e que contenha premissas verdadeiras e conclusão falsa. Para efeito de retórica, uma conclusão absurda é mais convincente.
Por exemplo, se o seu interlocutor diz
“Todos os senadores da oposição são a favor da reforma tributária
e algumas pessoas com ensino superior são a favor da reforma tributária,
logo algumas pessoas com ensino superior são senadores da oposição.”
ele apresentou um silogismo da forma AII-2, cuja conclusão, neste caso, parece ser razoável. Porém, sem tentar descobrir se a conclusão é verdadeira ou não, isto é, sem discutir se é verdade que existem pessoas com ensino superior que são senadores da oposição (a lógica não está interessada na análise do conteúdo das proposições, somente na forma da inferência) podemos dizer logo de cara que o argumento é inválido, pois a forma AII-2 não é válida do ponto de vista formal.
Para expor a falácia e mostrar como o raciocínio foi defeituoso, basta sermos capazes de pensar em um exemplo esdrúxulo, como:
“Todos os peixes são bons nadadores
e alguns bombeiros são bons nadadores,
logo alguns bombeiros são peixes.”
Este silogismo também é da forma AII-2 e possui premissas verdadeiras e uma conclusão falsa, senão absurda. Logo, esta foi uma prova da invalidade através da analogia lógica.
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