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Archive for julho \01\UTC 2008

Aristóteles – Refutações Sofísticas [3]

Traduzido da versão em lingua inglesa de W. A. Pickard-Cambride
(http://etext.library.adelaide.edu.au/a/aristotle/sophistical/)

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Primeiro devemos nos ater ao número de alvos pretendidos por aqueles que argumentam como competidores e rivais até a morte. Estes são cinco, a saber, refutação, falácia, paradoxo, solecismo, e o quinto, reduzir o oponente na discussão até que este balbucie – i.e. , forçá-lo a se repetir várias vezes: ou produzir a aparência de cada uma destas coisas sem compromisso com a realidade. Eles escolhem se é possível refutar plenamente o oponente, ou, em segundo lugar, mostrar que ele está cometendo alguma falácia, ou, em terceiro lugar, conduzi-lo a um paradoxo, ou, quarto, reduzi-lo ao solecismo, i.e. fazer o oponente, em consequência de um argumento, usar uma expressão não-gramatical; ou, como última opção, fazê-lo redundante.

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Categorias:Aristóteles

Falácia Informal

julho 1, 2008 2 comentários

Uma falácia informal é um tipo de argumento que está errado devido a um erro no seu raciocínio. Em contraste com a falácia formal, o erro é relacionado às características da inferência racional que ocorrem na linguagem natural; que são mais amplas do que se poderia representar pelos símbolos usados na lógica formal. Falácias Informais, quando dedutivas, comumente ocorrem em uma forma inválida. Por incluir uma co-premissa não explícita, a maioria das falácias informais dedutivas são válidas, com a co-premissa oculta inválida, tornando o argumento falacioso.

É problemático analisar falácias informais indutivas como válidas ou inválidas, já que a validade de um argumento indutivo repousa na sua força indutiva. Por exemplo, a falácia da Generalização Apressada, explicitada como:
 

Jefferson é funkeiro e é um bandido;
Maicon é funkeiro e é um bandido. 

Logo, todo funkeiro é bandido.
 

Isto transforma o argumento em um argumento dedutivo, e a respeito da falácia, a conclusão adicionada é falsa. Esta abordagem tende a obliterar a distinção entre indução e dedução. É importante distinguir o princípio de raciocínio (dedutivo ou indutivo) da premissa do argumento.

Aristóteles – Refutações Sofísticas [2]

Traduzido da versão em lingua inglesa de W. A. Pickard-Cambride
(http://etext.library.adelaide.edu.au/a/aristotle/sophistical/)

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Dos argumentos empregados no diálogo há quatro classes:

Argumentos Didáticos, Argumentos Dialéticos, Argumentos Examinacionais e Argumentos Contenciosos. Argumentos Didáticos são aqueles que raciocinam a partir dos princípios relativos a cada assunto e não das opiniões do locutor (o aprendiz deveria confiar nestas palavras). Argumentos Dialéticos são aqueles que raciocinam a partir de premissas comumente aceitas, contraditoriamente a uma tese dada. Argumentos Examinacionais são aqueles que raciocinam a partir de premissas que são aceitas pelo locutor e que qualquer um que pretenda adquirir conhecimento do assunto está comprometido a pensar através da maneira que o assunto foi definido. Argumentos Contenciosos são aqueles que raciocinam ou aparentam raciocinar para uma conclusão a partir de premissas que parecem ser comumente aceitas mas não o são. O tema, então, de argumentos demonstrativos foi discutido nos Analíticos, enquanto aquele dos argumentos dialéticos e argumentos examinacionais foi discutido em outro lugar.

Nos permita agora continuar o discurso sobre os argumentos usados em competições e concursos.

Categorias:Aristóteles

Falácia Formal

julho 1, 2008 4 comentários

Em filosofia, uma falácia formal ou falácia lógica é um padrão de raciocínio que está sempre errado. Isto é devido a uma falha na estrutura do argumento que resulta em um argumento inválido. Uma falácia formal contrasta com a falácia informal, que pode ter uma forma lógica válida, mas ser inválida devido a características nas suas premissas, ou na estrutura de significação.

O termo falácia é frequentemente usado para significar um argumento que é problemático por algum motivo, sem especificar se é uma falácia formal ou informal.

A presença de uma falácia formal em um argumento dedutivo não implica nada sobre a verdade das premissas do argumento ou conclusão. Ambos podem realmente ser verdadeiros, mas o argumento dedutivo ainda é inválido porque a conclusão não segue as premissas da maneira descrita. Por extensão, um argumento pode conter uma falácia formal mesmo se o argumento não é dedutivo; por exemplo, um argumento indutivo que incorretamente aplica princípios de probabilidade ou causalidade pode ser considerado uma falácia formal.

Reconhecer falácias nos argumentos do cotidiano pode ser difícil, desde que os argumentos frequentemente estão encapsulados em padrões retóricos que obscurecem as conexões lógicas entre os enunciados. Falácias informais podem também se aproveitar das emoções ou das fraquezas intelectuais ou psicológicas da platéia. Ter a capacidade de reconhecer falácias em argumentos é uma maneira de reduzir a probabilidade de ser enganado.

Uma abordagem diferente para entender e classificar falácias é oferecida pela teoria da argumentação. Nesta abordagem, um argumento é considerado como um protocolo interativo entre indivíduos que tentam resolver as suas discordâncias. O protocolo é regulado por certas regras de interação e violações destas regras são falácias. Muitas das falácias são melhor compreendidas neste sentido.

Tais falácias são usadas em muitas formas da comunicação moderna onde a intenção é influenciar o comportamento e mudar opiniões – exemplos na mídia de massa atual incluem (mas não se limitam a) propaganda, cartazes, política, jornais e jornalismo de opinião.