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Archive for the ‘Falácia’ Category

Non Causa Pro Causa

julho 2, 2009 1 comentário

A falácia Non causa pro causa, também conhecida como Falsa Causa, é  um tipo geral de falácias que envolvem causalidade. Esta falácia ocorre quando se assume como causa de um efeito algo que não é a verdadeira causa. Muito comum em toda espécie de julgamento, normalmente é um erro de raciocínio cometido inconscientemente, isto é, sem a intenção de enganar, novamente relacionado com a nossa tendência cognitiva de identificar padrões. O erro emerge quando duas variáveis (eventos) possuem alguma relação e daí conclui-se que um causou o outro. Leia mais…

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Argumentum Ad Hominem

junho 10, 2009 3 comentários

A falácia informal mais famosa e mais usada em todos os tipos de discussões, tanto debates formais quanto discussões desimportantes da nossa vida diária. Argumentum Ad Hominem, talvez a falácia mais humana de todas, que consiste em ignorar por completo o que foi dito e atacar o interlocutor; Ad Hominem, do latim “contra o homem”, é, talvez, a maior expressão da irracionalidade a que somos submetidos ao tentar defender nossas paixões. Leia mais…

Petitio Principii

junho 10, 2009 1 comentário

Petitio Principii, Petição de Princípio, Argumento Circular, Begging the Question são os diversos nomes pelos quais esta falácia é conhecida.

A falácia Petitio Principii é uma falácia informal, e é um tipo de argumento em que a conclusão a ser provada é utilizada como premissa no mesmo argumento. Normalmente esta falácia passa despercebida por quem a comete, e é muito comum em qualquer tipo de discussão onde o interlocutor não sabe exatamente como defender o seu ponto de vista, está confuso ou é ingênuo o suficiente para formar suas crenças dessa forma. Por ser uma falácia informal, o erro não está em qualquer aspecto formal do argumento, isto é, geralmente, a forma da inferência não é inválida, mas a verdade da conclusão não é devidamente sustentada pelas premissas e o argumento pode ser enganador. De forma resumida, a falácia petitio principii leva a uma conclusão que já foi dita nas premissas; Leia mais…

Categorias:Petitio Principii

Falácia Silogística

abril 28, 2009 1 comentário

Uma falácia silogística é qualquer forma inválida do silogismo categórico. É um argumento cuja forma viola ao menos uma das seis regras do silogismo, mas para compreender a natureza destas falácias é preciso conhecer os modos e figuras do silogismo, assim como as regras citadas anteriormente, caso contrário será muito difícil  identificar e explicar a falha ocorrida nos argumentos que lhes forem apresentados. Este tipo de falácia contém subfalácias muito conhecidas, como a Falácia dos Quatro Termos e Falácia do Médio não Distribuído, dentre outras. Se um silogismo categórico não quebra nenhuma das regras estabelecidas, então possui uma forma válida.

Falácias Silogísticas:

– Conclusão afirmativa de uma Premissa Negativa

– Premissas Exclusivas

– Falácia dos Quatro Termos

– Processo Ilícito

. Falácia do Ilícito Maior

. Falácia do Ilícito Menor

– Conclusão Negativa de Premissas Afirmativas

– Falácia do Médio não Distribuído

Falácia Informal

julho 1, 2008 2 comentários

Uma falácia informal é um tipo de argumento que está errado devido a um erro no seu raciocínio. Em contraste com a falácia formal, o erro é relacionado às características da inferência racional que ocorrem na linguagem natural; que são mais amplas do que se poderia representar pelos símbolos usados na lógica formal. Falácias Informais, quando dedutivas, comumente ocorrem em uma forma inválida. Por incluir uma co-premissa não explícita, a maioria das falácias informais dedutivas são válidas, com a co-premissa oculta inválida, tornando o argumento falacioso.

É problemático analisar falácias informais indutivas como válidas ou inválidas, já que a validade de um argumento indutivo repousa na sua força indutiva. Por exemplo, a falácia da Generalização Apressada, explicitada como:
 

Jefferson é funkeiro e é um bandido;
Maicon é funkeiro e é um bandido. 

Logo, todo funkeiro é bandido.
 

Isto transforma o argumento em um argumento dedutivo, e a respeito da falácia, a conclusão adicionada é falsa. Esta abordagem tende a obliterar a distinção entre indução e dedução. É importante distinguir o princípio de raciocínio (dedutivo ou indutivo) da premissa do argumento.

Falácia Formal

julho 1, 2008 4 comentários

Em filosofia, uma falácia formal ou falácia lógica é um padrão de raciocínio que está sempre errado. Isto é devido a uma falha na estrutura do argumento que resulta em um argumento inválido. Uma falácia formal contrasta com a falácia informal, que pode ter uma forma lógica válida, mas ser inválida devido a características nas suas premissas, ou na estrutura de significação.

O termo falácia é frequentemente usado para significar um argumento que é problemático por algum motivo, sem especificar se é uma falácia formal ou informal.

A presença de uma falácia formal em um argumento dedutivo não implica nada sobre a verdade das premissas do argumento ou conclusão. Ambos podem realmente ser verdadeiros, mas o argumento dedutivo ainda é inválido porque a conclusão não segue as premissas da maneira descrita. Por extensão, um argumento pode conter uma falácia formal mesmo se o argumento não é dedutivo; por exemplo, um argumento indutivo que incorretamente aplica princípios de probabilidade ou causalidade pode ser considerado uma falácia formal.

Reconhecer falácias nos argumentos do cotidiano pode ser difícil, desde que os argumentos frequentemente estão encapsulados em padrões retóricos que obscurecem as conexões lógicas entre os enunciados. Falácias informais podem também se aproveitar das emoções ou das fraquezas intelectuais ou psicológicas da platéia. Ter a capacidade de reconhecer falácias em argumentos é uma maneira de reduzir a probabilidade de ser enganado.

Uma abordagem diferente para entender e classificar falácias é oferecida pela teoria da argumentação. Nesta abordagem, um argumento é considerado como um protocolo interativo entre indivíduos que tentam resolver as suas discordâncias. O protocolo é regulado por certas regras de interação e violações destas regras são falácias. Muitas das falácias são melhor compreendidas neste sentido.

Tais falácias são usadas em muitas formas da comunicação moderna onde a intenção é influenciar o comportamento e mudar opiniões – exemplos na mídia de massa atual incluem (mas não se limitam a) propaganda, cartazes, política, jornais e jornalismo de opinião.

Falácia

Uma falácia é um argumento que, devido a um erro em suas relações internas ou em sua forma, se apresenta inválido como um todo.

Tipos de falácias

Em argumentos lógicos, falácias são formais ou informais. Por a validade de um argumento dedutivo depender da sua forma, uma falácia formal é um argumento dedutivo que tem uma forma inválida, e uma falácia informal é qualquer outro modo de raciocínio inválido em que o erro não está na forma do argumento.

Começando com Aristóteles, falácias informais tem sido classificadas em diversas categorias, dependendo da fonte do erro. Existem falácias de relevância, falácias envolvendo raciocínio causal, e falácias resultando de ambiguidades (ou equívocos). As formas mais comuns de falácias são notáveis em discursos políticos.

Reconhecer falácias em argumentos reais pode ser dificil já que argumentos são
muitas vezes estruturados usando padrões retóricos que obscurecem as conexões lógicas entre as asserções. Falácias podem também atingir as fraquezas emocionais ou intelectuais do interlocutor. Ter a capacidade de reconhecer falácias lógicas em argumentos reduz a chance de ser enganado por uma delas.

Uma abordagem diferente para entender e classificar falácias é oferecida pela teoria da argumentação; Nesta abordagem, um argumento é considerado como um protocolo interativo entre indivíduos que tem como objetivo resolver uma discordância. O protocolo é regulado por certas regras de interação, e violações dessas regras são falácias. Muitas falácias na lista abaixo são melhor compreendidas ao serem vistas desta maneira.

Argumentos falaciosos envolvem não apenas lógica formal, mas também causalidade. Outros envolvem truques psicológicos tais como relações de poder entre o emissor e interlocutor, apelos ao patriotismo e moralidade, apelos ao ego etc., para estabelecer premissas intermediárias necessárias para um argumento. De fato, falácias frequentemente residem em assunções ocultas ou premissas implicadas em argumentos que não são sempre óbvias à primeira vista.

Perceba que fornecer uma crítica a um argumento não tem relação com a verdade da conclusão. A conclusão poderia muito bem ser verdadeira, enquanto o argumento é inválido.

(continua…)

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